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Data · collection · 2014

Novidades taxonômicas em Aldama (Asteraceae-Heliantheae)

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Description

This dataset contains the digitized treatments in Plazi based on the original journal article Magenta, Mara Angelina Galvão, Pirani, José Rubens (2014): Novidades taxonômicas em Aldama (Asteraceae-Heliantheae). Rodriguésia 65 (1): 175-192, DOI: 10.1590/S2175-78602014000100012, URL: doi.org/10.1590/s2175-78602014000100012

Abstract

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Recent studies using molecular data showed that the species traditionally treated as Viguiera Kunth in South America should be transferred to Aldama La Llave. After carrying out a taxonomic study of the 35 Brazilian species of Aldama, we propose three new combinations for binomials and two for varieties, plus a new variety, 20 new synonyms and 25 lectotypifications. Key words: Brazil, Compositae, Helianthinae, Rhysolepis, Viguiera.

Introdução Vários autores (Robinson 1977; Schilling & Jansen 1989; Karis 1993; Schilling & Panero 1991, 2002, 2011) têm apontado o polifiletismo de Viguiera Kunth senso Blake (1918). Análises cladísticas e, principalmente, a elaboração de filogenias baseadas em dados moleculares, levaram ao desmembramento de Viguiera (Yates 1979; Schilling & Jansen 1989; Schilling & Panero 1996a, 1996b, 2002; Magenta & et al. 2010) em gêneros menores.

Com base nas observaçıes de Robinson (1977), que notou a existência de tricomas nos filetes de Viguiera dentata (Cav.) Spreng., a espécie-típica do gênero, e percebendo que nenhum dos sinônimos apresentados por Blake (1918) seria aplicável, Robinson & Moore (2004) sugeriram a transferência das plantas sul-americanas para Rhysolepis S. F. Blake. No entanto, nas análises filogenéticas baseadas em morfologia efetuadas por Magenta (2006), Aldama La Llave (1824) emergiu como grupo-irmão de Rhysolepis S.F. Blake (1917) e, por prioridade, seria o nome corretamente aplicado.

Aldama, que até então era representado apenas duas espécies mesoamericanas, apresenta algumas diferenças morfológicas em relação às plantas sul-americanas tradicionalmente incluídas em Viguiera. Embora compartilhe com o segundo a presença de capítulos com flores liguliformes amarelas e neutras e flores do disco perfeitas, férteis, com corola tubulosa claramente dividida em tubo e limbo, Aldama possui páleas do receptáculo das flores periféricas do disco transversalmente corrugadas, com base acentuadamente gibosa e ápice pungente e as cipselas das flores da periferia do disco são conspicuamente assimétricas, com pápus facilmente destacável.

As plantas da América do Sul possuem receptáculo com páleas naviculares com ápice agudo, ou às vezes obtuso ou truncado, que envolvem apenas parcialmente a flor, as cipselas são simétricas com pápus persistente na grande maioria das espécies, incluindo todas as do Brasil (Magenta et al. 2010). 1 Universidade Santa Cecília, R.Oswaldo Cruz 277, Boqueirão, 11045-90, Santos, SP, Brasil. 2 Universidade de São Paulo, R. do Matão, Inst.

Biociências, Depto. Botânica, Trav. 14, 321, 05508-900, São Paulo, SP, Brasil. 3 Autor para correspondência: maramagenta@unisanta.br Com o objetivo de fornecer uma estimativa completa das linhagens derivadas da subtribo Helianthinae, à qual pertence Aldama, Shilling & Panero (2011) efetuaram uma análise combinando os dados resultantes dos estudos da variação nas sequências de ITS de Helianthinae (Schilling & Panero 2002, 2010) com informaçıes de uma matriz de dados parcial do espaçador externo transcrito (ETS), análise de DNA plastidial e de dados morfológicos.

Os autores propuseram uma revisão da classificação genérica de Helianthinae onde Viguiera passou a ser constituído apenas pela espécie-típica, V. dentata (Cav.) Spreng. e as espécies sul-americanas foram transferidas para Aldama La Llave, expandindo o gênero para 112 espécies, distribuídas do sudoeste da América do Norte e México até a América do Sul. Entretanto, esses autores deixaram de apresentar combinaçıes referentes a algumas espécies do gênero.

O estudo taxonômico das espécies brasileiras do grupo, realizado por Magenta (2006), revelou 35 espécies no país e apontou a necessidade de quatro novas combinaçıes de nomes de espécies em Aldama (uma já publicada em Bombo et al., 2012 e as demais aqui apresentadas) e duas de nomes de variedades, além do reconhecimento de uma nova variedade e proposição de 25 lectotipificaçıes e 20 sinonimizaçıes novas. Este trabalho tem por objetivos prover essas atualizaçıes nomenclaturais em Aldama, apresentando citação dos protólogos e tipos e incluindo as lectotipificaçıes necessárias.

Também é nosso objetivo apresentar comentários sobre a distribuição geográfica e variabilidade morfológica de cada espécie aqui tratada, visando sustentar e justificar explicitamente as circunscriçıes taxonômicas e as decisıes efetuadas.

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